Após dias de tensão e protestos liderados por parlamentares bolsonaristas no plenário da Câmara dos Deputados, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) anunciou, nesta quarta-feira (6), a desmobilização do ato. A retirada do grupo foi condicionada a um acordo entre partidos da oposição e da base aliada para pautar, já na próxima semana, duas das principais bandeiras da direita: o fim do foro privilegiado e o Projeto de Lei da Anistia.

“Houve acordo. A desmobilização acontece com o compromisso de pautar o fim do foro e o PL da Anistia”, afirmou Sóstenes, um dos principais articuladores do movimento.

A mobilização, que paralisou os trabalhos legislativos e acirrou os ânimos no Congresso, foi uma resposta da oposição ao que considera um cerceamento político e uma condução parcial da pauta por parte do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Apesar do recuo, o impasse ainda não está resolvido. A oposição promete manter vigilância total sobre o cumprimento do acordo e não descarta novas mobilizações caso as propostas não avancem.

Nos bastidores, líderes de partidos como PL, PP, União Brasil e PSD afirmam que há disposição para cumprir o trato, mas evitam cravar datas. Já aliados de Hugo Motta tentam conter a crise política e garantir a retomada do ritmo legislativo.

Com o novo acordo, a base bolsonarista deixa o plenário, mas mantém a ofensiva política em Brasília. O recado foi dado: se o acordo não for cumprido, o protesto pode voltar com ainda mais força.

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