O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, surpreendeu ao jogar nas costas da oposição a responsabilidade pela taxação de 50% que os Estados Unidos aplicaram sobre produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor nesta quarta-feira 6, é mais um duro golpe para a economia do país. Mas, em vez de reconhecer falhas diplomáticas ou apresentar soluções, o ministro preferiu atacar.

Haddad cobrou governadores oposicionistas, dizendo que eles não podem se esconder embaixo da cama e devem defender o Brasil. Também criticou empresários que não se alinham ao governo e insinuou que a família Bolsonaro estaria agindo contra os interesses nacionais nos Estados Unidos, sem apresentar qualquer prova.

O discurso, recheado de acusações vagas e tom agressivo, parece mais uma tentativa de desviar o foco dos erros do próprio governo. Ao culpar a extrema-direita e empurrar a responsabilidade para os outros, Haddad deixa claro que o Planalto ainda não sabe como reagir a um problema real que atinge exportadores, trabalhadores e o setor produtivo.

Enquanto países como Índia e China buscam soluções práticas, o Brasil de Haddad prefere buscar culpados internos. No fim das contas, a pergunta que fica é: até quando o governo vai continuar fugindo da sua parte?

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