A Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) tem intensificado suas ações contra a pesca predatória em Mato Grosso, resultando em uma apreensão de 1.114 kg de peixes entre janeiro e junho de 2025. Esse volume representa um aumento de mais de cinco vezes em relação a todo o ano de 2024, quando o total apreendido foi de apenas 200 kg.

As operações da Dema, frequentemente realizadas em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema-MT), têm como foco garantir o cumprimento da Lei do Transporte Zero, que combate práticas ilegais de pesca no estado. Nos últimos seis meses, a delegacia conduziu três operações autônomas e participou de outras dez ações conjuntas, que culminaram na apreensão de mais de 800 kg de pescado e na aplicação de multas que ultrapassam R$ 100 mil.

Ao todo, as medidas adotadas resultaram na abertura de 41 inquéritos policiais, 11 prisões em flagrante e a imposição de quase R$ 250 mil em multas administrativas. Além do pescado, quatro animais silvestres foram resgatados durante as fiscalizações.

A delegada titular da Dema, Liliane Murata, ressaltou que o sucesso dessas ações é fruto do uso estratégico de tecnologia, inteligência policial, treinamento constante e cooperação entre diferentes órgãos públicos. “Nosso compromisso é fortalecer a fiscalização ambiental em todo o Mato Grosso, especialmente no combate à pesca ilegal, que ameaça a biodiversidade local,” afirmou.

Principais operações de fiscalização

Em janeiro, a operação Malha Fina atuou em Barão de Melgaço para combater a pesca predatória durante o período de defeso. Um pescador de 61 anos foi detido em flagrante, e diversas espécies protegidas, como dourado e piraputanga, foram apreendidas.

Na região de Porto Jofre, município de Poconé, a Operação Up Punt desarticulou um grupo que utilizava embarcações e redes para capturar peixes ilegalmente e enviá-los para Cuiabá. A ação incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão em pesqueiros suspeitos.

Já em junho, a Operação Isca Viva focou no comércio irregular de minhocas gigantes — conhecidas como minhocuçu — usadas como isca viva. As investigações identificaram que os responsáveis invadiam propriedades particulares para extrair esses animais, que eram vendidos em estabelecimentos na zona urbana de Santo Antônio do Leverger. Foram vistoriados seis locais, com cinco prisões em flagrante, embargos em dois estabelecimentos e multas que somaram R$ 22 mil.

Além disso, foram apreendidos cerca de 32 kg de minhocuçu, diversos peixes das espécies pacu e pacupeva, uma costela de porco-do-mato e equipamentos utilizados para pesca ilegal.

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