
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso entrou com um pedido para que o juízo responsável pela 16ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente em Cuiabá reavalie a decisão que permitiu a liberdade de Larissa Karolina Silva Moreira. Ela responde a investigações por adotar gatos e, segundo as autoridades, acabar tirando a vida dos animais.
O motivo do pedido são novas denúncias recebidas, segundo as quais Larissa teria ameaçado seu ex-companheiro, familiares dele e protetores de animais envolvidos no caso. Essas supostas intimidações, que podem ter sido cometidas até por terceiros agindo em nome dela, configurariam tentativa de obstrução da Justiça.
Larissa está em liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica desde o final de julho, mas o Ministério Público aponta que a acusada descumpriu algumas regras impostas para manter essa condição, como comunicar mudanças de endereço e não se envolver em novos crimes.
Para garantir o direito de defesa, o MP solicitou a realização de uma audiência em que a acusada poderá se manifestar sobre as novas acusações. Testemunhas, vítimas das ameaças e o relatório do monitoramento eletrônico também devem ser ouvidos para que a Justiça possa decidir se mantém ou revoga a liberdade.
Contexto do caso
A prisão de Larissa ocorreu em junho, depois que protetores de animais acionaram a polícia para denunciar o assassinato de vários gatos. Durante as investigações, agentes encontraram em sua residência sinais que reforçam as acusações, como sangue e fezes dos bichos, além de animais mortos num terreno próximo.
O ex-namorado de Larissa confessou ter adotado quatro gatos para ela, todos mortos em sequência. Ele relatou que a acusada justificava os atos violentos alegando ter sido ferida pelos animais.
Além disso, a própria Larissa usou as redes sociais para ameaçar os denunciantes, publicando mensagens agressivas e afirmando que “venceria a guerra” contra eles.






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