
O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu para 2 de setembro o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe. A decisão atende a um pedido do ministro Alexandre de Moraes e mobiliza atenção nacional, dada a relevância política do caso.
O ministro Cristiano Zanin, que preside a Primeira Turma do STF, convocou sessões presenciais extraordinárias para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, das 9h às 12h, além de uma sessão no dia 12, das 14h às 19h. Também estão previstas sessões ordinárias nos dias 2 e 9 de setembro, das 14h às 19h. Bolsonaro é o principal foco do julgamento, mas aliados e outros três grupos de acusados ainda aguardam definição de datas, permanecendo em fase anterior, sem prazo aberto para apresentação de alegações finais.
O processo chegou à última etapa antes do julgamento formal, mas alguns analistas ressaltam que procedimentos como pedidos de vista podem adiar a conclusão por até 90 dias, o que prolonga ainda mais a expectativa em torno do caso. A Primeira Turma é formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino, e terá a responsabilidade de decidir se Bolsonaro e os demais acusados serão condenados ou absolvidos.
O ex-presidente, que manteve amplo apoio popular ao longo do mandato, tem sido alvo de processos que levantam debate sobre a proporcionalidade das medidas adotadas. Para parte da opinião pública, o julgamento, que ocorre quase dois anos após os fatos apontados, expõe o poder da Justiça sobre o cenário político, aumentando discussões sobre limites e prazos de investigações envolvendo figuras públicas de destaque.






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