
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (11), o projeto que institui o voto impresso no Brasil. A proposta, relatada pelo deputado José Medeiros (PL-MT), busca ampliar os mecanismos de fiscalização e auditoria do processo eleitoral, reacendendo um dos debates mais polêmicos da política nacional.
Pelo texto aprovado, o voto continuará sendo registrado eletronicamente, mas também será impresso e lacrado. Além disso, os partidos políticos terão até 48 horas para solicitar a recontagem dos votos tanto em meio físico quanto digital.
Uma das novidades é a contagem pública em 5% das urnas, escolhidas por sorteio presencial, com acompanhamento de representantes da Justiça Eleitoral, Ministério Público, OAB e partidos. Nesses casos, os votos impressos serão lidos em voz alta e comparados ao resultado eletrônico. Havendo divergência, prevalecerá o voto impresso, e a amostragem poderá ser ampliada para até 10% das seções. Os comprovantes ficarão lacrados por um ano, possibilitando futuras auditorias.
Defensores da proposta afirmam que a medida fortalece a credibilidade e a transparência das eleições. O relator José Medeiros destacou que o voto impresso “dará mais confiança à população, sem abrir mão da praticidade das urnas eletrônicas”. Já opositores, como o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), classificaram o projeto como um retrocesso, argumentando que a urna eletrônica é “uma conquista democrática e civilizatória” e que não há indícios de fraudes que justifiquem a mudança.
Apesar da aprovação na CCJ, o projeto ainda precisa ser analisado pelo Plenário da Câmara. Caso receba aval dos deputados, seguirá para o Senado e, posteriormente, para sanção presidencial. Se aprovado em todas as etapas, o voto impresso poderá já valer para as eleições de 2026.






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