
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Parceria Público-Privada (PPP) do estacionamento rotativo em Cuiabá realiza, nesta quinta-feira (21), às 15h, a última oitiva antes da elaboração do relatório final. O depoente será o ex-secretário municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Antônio Vuolo, responsável pela assinatura do contrato de 30 anos com a concessionária CS Mobi Cuiabá empresa que, apesar de receber repasses milionários, enfrenta críticas de grande parte da população, que considera o acordo injusto.
Instaurada em fevereiro, a CPI apura suspeitas de irregularidades relacionadas à legalidade e à vantajosidade do contrato, que prevê repasse mensal de R$ 650 mil da Prefeitura à empresa, além de garantias vinculadas ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Durante as investigações, a comissão ouviu procuradores, secretários, técnicos, fiscais e até o ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Foram realizadas também visitas técnicas ao Mercado Municipal Miguel Sutil, cuja modernização está prevista no contrato.
A população tem se manifestado criticamente sobre o acordo, apontando que o contrato parece beneficiar exclusivamente a concessionária, enquanto a cidade recebe pouco retorno. Para muitos cuiabanos, os valores pagos à CS Mobi não refletem melhorias visíveis, e a parceria não representa justiça ou vantajosidade para a cidade.
Segundo os vereadores, todas as atividades da CPI ocorreram sem custos adicionais para a Câmara. Em junho, o prazo foi prorrogado até 9 de dezembro para garantir novas oitivas e aprofundamento das análises.
O relatório final deverá apontar eventuais descumprimentos contratuais por parte da concessionária e pode recomendar medidas administrativas e judiciais. O documento deve traduzir tanto os aspectos legais quanto o sentimento de insatisfação da população cuiabana, que vê no contrato da CS Mobi um modelo que privilegia a empresa em detrimento da cidade.






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