
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu nesta sexta-feira (29) Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, acusado de estuprar e matar a servidora pública Solange Aparecida Sobrinho, de 47 anos, em um prédio desativado dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O crime aconteceu no dia 23 de julho e chocou familiares, colegas de trabalho e a comunidade acadêmica.
Identificação por DNA
A prisão foi decretada após o resultado do exame de DNA realizado pelo Instituto de Análises Forenses de Cuiabá. O material genético coletado no corpo da vítima foi comparado com amostras do suspeito, confirmando sua participação direta no crime.
Segundo o delegado responsável pela investigação, a prova genética foi fundamental para esclarecer o caso. “Não havia dúvidas sobre a autoria. O laudo técnico apontou de forma conclusiva o envolvimento de Reyvan”, afirmou.
Como o corpo foi encontrado
Na manhã do dia 24 de julho, funcionários da UFMT encontraram o corpo de Solange em um prédio desativado da universidade. A servidora estava sem roupas e apresentava sinais de violência sexual e estrangulamento. O laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a causa da morte foi asfixia por esganadura.
Quem era a vítima
Solange Aparecida era funcionária da instituição e muito querida pelos colegas de trabalho. Familiares relataram que ela havia saído de casa na noite anterior e não retornou. Seu desaparecimento foi comunicado à polícia, e menos de 24 horas depois veio a notícia da tragédia.
Antecedentes do suspeito

De acordo com informações da Polícia Civil, Reyvan já possuía antecedentes criminais por delitos patrimoniais e de violência. Após a confirmação do DNA, o mandado de prisão foi expedido e cumprido nesta sexta-feira. Ele será indiciado por estupro seguido de homicídio (crime hediondo), cuja pena pode chegar a mais de 30 anos de prisão.
Repercussão
O caso levantou debates sobre a segurança no campus da UFMT. Prédios abandonados dentro da universidade já haviam sido alvo de denúncias por falta de vigilância e iluminação, tornando-se locais de risco para estudantes e servidores. A instituição informou que colabora com as investigações e que deve adotar medidas para reforçar a segurança.
Próximos passos
Reyvan foi encaminhado para a Penitenciária Central do Estado (PCE), onde ficará à disposição da Justiça. O inquérito deverá ser finalizado nos próximos dias e remetido ao Ministério Público, que decidirá sobre a denúncia formal.






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