A Energisa, maior distribuidora de energia elétrica em Mato Grosso, registrou lucro líquido ajustado recorrente de R$ 440,5 milhões no segundo trimestre de 2025, representando um aumento de 32,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho positivo é atribuído ao controle eficiente dos custos operacionais e ao impacto favorável dos reajustes tarifários. 

No entanto, essa boa notícia não se reflete na conta de luz dos consumidores mato-grossenses. Com uma tarifa média de R$ 0,847 por quilowatt-hora, o estado ocupa a 6ª posição entre as tarifas mais caras do Brasil, superando a média nacional de R$ 0,760/kWh. Esse valor elevado é resultado de uma complexa composição tarifária, na qual a parcela destinada à distribuidora (Parcela B) representa entre 23% e 27% do total da conta, superando os 17% inicialmente informados pela empresa. ()

Além disso, a Energisa tem enfrentado críticas por sua postura em relação à geração distribuída de energia. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso cobrou maior transparência da empresa após negativas a pedidos de conexão de miniusinas solares, solicitando informações detalhadas sobre as medidas de fiscalização e auditoria técnica adotadas. 

Enquanto a empresa comemora lucros recordes, os consumidores continuam a arcar com tarifas elevadas e enfrentam desafios no acesso a alternativas mais sustentáveis e econômicas de geração de energia.

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