
O Brasil se despede de uma das vozes mais marcantes do seu telejornalismo. Após quase três décadas no comando do Jornal Nacional, William Bonner anunciou sua saída da bancada e do cargo de editor-chefe do noticiário mais assistido do país. Foram 29 anos de apresentação ininterrupta e 26 anos como responsável editorial, consolidando um legado que atravessou gerações.
Bonner permanecerá no JN até o dia 3 de novembro de 2025, quando fará seu último “boa noite” ao lado de Renata Vasconcellos. A partir de então, o comando passará a César Tralli, enquanto a chefia de redação ficará sob a responsabilidade da jornalista Cristiana Sousa Cruz.
Em seu pronunciamento, Bonner destacou que a decisão vinha sendo amadurecida desde a pandemia. “Foram anos de dedicação integral, mas chegou o momento de abrir espaço para o novo, para outras experiências e para a vida pessoal”, declarou. E encerrou com sua frase mais emblemática: “Muito obrigado e até amanhã.”
Trajetória e legado

William Bonner ingressou na Globo em 1986 e passou por telejornais como SPTV, Jornal da Globo e Fantástico até chegar, em 1996, à bancada do Jornal Nacional. Três anos depois, tornou-se editor-chefe e, desde então, conduziu o telejornal em momentos históricos, como os atentados de 11 de setembro, a cobertura de eleições presidenciais e tragédias que marcaram a memória do país.
Com sua saída, Bonner deixa registrado o maior tempo já ocupado por um apresentador na bancada do JN, superando nomes lendários como Cid Moreira.
O futuro de Bonner

Apesar da despedida do Jornal Nacional, Bonner não deixará a televisão. A partir de março de 2026, ele passará a integrar o Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg um desejo antigo de atuar em reportagens especiais e aprofundadas.
Um adeus que é também um recomeço
Ao longo de quase três décadas, William Bonner se tornou mais do que um apresentador: foi a voz da credibilidade para milhões de brasileiros. Agora, encerra este ciclo com serenidade e abre caminho para uma nova fase, reafirmando sua paixão pelo jornalismo em outro formato.
Com sua última despedida no JN marcada para novembro, uma certeza já se impõe: a história do telejornalismo brasileiro nunca mais será contada sem lembrar de William Bonner.






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