
Mato Grosso vive uma crise alarmante de violência contra a mulher. Em apenas 35 dias, a Polícia Civil do estado prendeu 484 homens e conduziu 260 suspeitos às delegacias, durante a Operação “Shamar”, realizada entre 1º de agosto e 4 de setembro de 2025, em Cuiabá, região metropolitana e interior do Estado. A ação, que mobilizou 1.081 policiais civis, teve como objetivo proteger mulheres e pessoas vulneráveis, além de combater a violência doméstica, familiar e o feminicídio. Todos os números foram divulgados oficialmente pela Polícia Civil do Estado de Mato Grosso.
Durante o período da operação, foram realizadas 1,1 mil diligências policiais, atendidas 2 mil vítimas e verificadas mais de 250 denúncias de violência doméstica. Entre os resultados, destacam-se 366 prisões em flagrante, 90 prisões preventivas, 23 prisões civis por pensão alimentícia, 5 prisões temporárias e 19 menores apreendidos. A operação envolveu visitas domiciliares, cumprimento de mandados judiciais, aplicação de medidas cautelares, retirada de pertences pessoais e encaminhamento das vítimas para serviços de assistência social e de saúde.
Além disso, as unidades da Polícia Civil em todo o estado registraram 1.695 boletins de ocorrência relacionados à Lei Maria da Penha, instauraram 1,4 mil inquéritos, requisitaram 1.352 medidas protetivas, concluíram 831 inquéritos com autoria identificada e retiraram 60 armas de fogo e 295 munições de circulação, reforçando a abrangência e intensidade das ações de enfrentamento à violência doméstica.
Mesmo com essa atuação intensa, a violência contra a mulher continua sendo uma realidade cotidiana em Mato Grosso. Em 2024, o estado registrou 47 feminicídios, sendo que 83% ocorreram dentro do ambiente doméstico, e 41 vítimas eram mães, deixando 83 crianças órfãs. Esses números mostram que, apesar do esforço policial, a prevenção ainda precisa ser fortalecida e a rede de apoio às vítimas ampliada.
A situação evidencia que Mato Grosso ainda enfrenta uma verdadeira epidemia de violência contra mulheres, exigindo ações rápidas e eficazes das autoridades e mobilização da sociedade para garantir que todas possam viver sem medo e com dignidade.






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