O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta semana o programa “Gás do Povo”, que promete distribuir gratuitamente botijões de gás de cozinha para 15,5 milhões de famílias em todo o país. O alcance é estimado em cerca de 50 milhões de brasileiros, o que representa uma das maiores ações sociais de sua gestão.

Segundo dados oficiais, o orçamento previsto para 2026 é de R$ 5,1 bilhões. A entrega dos botijões está marcada para começar a partir de 30 de outubro deste ano, o que chama atenção pelo timing político: a iniciativa se inicia justamente em meio ao calendário eleitoral, já projetando o terreno para as eleições presidenciais de 2026.

O programa substitui o antigo Auxílio Gás, quadruplicando o número de beneficiários e elevando o custo para os cofres públicos. Analistas apontam que o impacto financeiro pode chegar a R$ 13,6 bilhões, considerando a ampliação anunciada para o próximo ano.

Assistencialismo em ano de disputa

O anúncio em plena proximidade do pleito reforça críticas de que o governo estaria utilizando políticas sociais como estratégia eleitoral, repetindo a prática de expandir benefícios às vésperas da votação.

Enquanto isso, o país enfrenta desafios sérios nas contas públicas: a dívida bruta do governo geral já ultrapassa 76% do PIB e empresas estatais acumulam prejuízos bilionários. Em paralelo, o governo ainda lida com denúncias e escândalos que desgastam sua imagem.

O contraste é evidente: de um lado, dívidas e investigações que fragilizam o Palácio do Planalto; de outro, um pacote social bilionário lançado no momento mais sensível do calendário político.

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