Um retrato simbólico e polêmico marcou o desfile militar realizado em Pequim: a ex-presidente Dilma Rousseff, hoje presidente do Banco dos BRICS, e o assessor especial de Lula, Celso Amorim, dividiram espaço com alguns dos líderes mais autoritários do planeta.
Na mesma tribuna estavam Vladimir Putin (Rússia), Kim Jong-un (Coreia do Norte) e Masoud Pezeshkian (Irã). A cena foi registrada justamente no coração da China comunista, durante a celebração dos 80 anos da vitória sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial.

O detalhe que mais chamou a atenção: nenhum líder de democracia consolidada marcou presença. O evento reuniu, quase que exclusivamente, chefes de regimes autoritários e aliados estratégicos de Pequim. Ao todo, segundo levantamentos da imprensa internacional, 18 líderes eram de ditaduras e apenas uma pequena minoria se encaixava como “democracias falhas”.
Para críticos, a fotografia simboliza muito mais do que um simples desfile. Trata-se de um alinhamento político perigoso, que coloca o Brasil, através de Dilma e Amorim, lado a lado com governos que perseguem opositores, limitam liberdades e desafiam abertamente o Ocidente.

Enquanto democracias sólidas, como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha ou Japão, sequer enviaram representantes de peso, Lula optou por enviar seus porta-vozes para prestigiar um show militar de regimes que desafiam valores democráticos.
A cena, vista por analistas como um constrangimento internacional, reforça a percepção de que o governo brasileiro tem se afastado de países livres e alinhado cada vez mais sua imagem ao eixo autoritário que une Moscou, Pequim, Teerã e Pyongyang.






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