A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, pode ser convocada a depor na Justiça Federal sobre o uso de recursos públicos em suas viagens internacionais. A denúncia questiona gastos considerados exorbitantes, que já ultrapassam R$ 237 mil apenas em passagens aéreas comerciais, muitas delas adquiridas em classe executiva. O detalhe é que Janja não ocupa nenhum cargo oficial no governo.

Além dos custos com passagens, que foram inflados pela compra em cima da hora, o pacote ainda inclui despesas com uma comitiva de mais de dez pessoas. O uso de aviões da Força Aérea Brasileira e outras despesas relacionadas não estão nessa conta, o que pode elevar ainda mais o valor real das viagens da primeira-dama.

Críticos apontam que, enquanto a população sofre com inflação, desemprego e queda do poder de compra, a primeira-dama viaja pelo mundo com dinheiro público, desfrutando de regalias que a lei não lhe garante.

As polêmicas não se limitam ao bolso do contribuinte. Em várias ocasiões, Janja também chamou atenção por declarações desastrosas em encontros internacionais, criando constrangimentos diplomáticos e atrapalhando a política externa brasileira. Para analistas, o excesso de protagonismo da primeira-dama tem causado desgaste à imagem do país no cenário mundial.

Agora, a Justiça vai analisar se Janja deverá prestar esclarecimentos formais. Caso seja convocada, ela terá que justificar por que usa recursos e estrutura do governo como se fosse autoridade, sem ter qualquer função pública reconhecida.

Até o momento, nem a primeira-dama nem a Secretaria de Comunicação da Presidência comentaram o caso.

O episódio reforça a percepção de que a gestão Lula tem dado privilégios indevidos à sua esposa, em um momento em que cresce a cobrança por mais responsabilidade com o dinheiro público.

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