
A Polícia Federal (PF) divulgou que agências da Caixa Econômica Federal e do Santander foram utilizadas para movimentar R$ 331 milhões em espécie, provenientes de atividades ilícitas no setor de combustíveis. Ao todo, foram realizados 9.560 depósitos sem identificação dos depositantes, o que contraria as normas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Essas operações não foram comunicadas aos órgãos de controle e fiscalização competentes.
Segundo o delegado Mateus Marins Corrêa de Sá, responsável pela investigação na Operação Tank, os depósitos foram feitos em nome da Tycoon Technology Instituição de Pagamento, uma empresa com sede em Curitiba e capital social de R$ 2 milhões. No entanto, a identidade dos clientes que realizaram os depósitos não foi informada, violando as obrigações legais de prevenção à lavagem de dinheiro.
A Caixa Econômica Federal afirmou que atua em conjunto com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que envolvem a instituição. Já o Santander declarou manter sistemas robustos de controle e reiterou seu compromisso com a legalidade e a legislação de prevenção e combate à lavagem de dinheiro. Ambos os bancos destacaram que informações específicas sobre casos sigilosos são repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais autoridades competentes.
A investigação aponta que a Tycoon operava como intermediária para postos de combustíveis, realizando movimentações financeiras sem identificar os reais proprietários dos recursos. A empresa é controlada majoritariamente por Rafael Belon, um dos presos na operação deflagrada em 28 de agosto.
A PF segue apurando as circunstâncias e responsabilidades envolvidas nesse esquema de movimentação financeira ilícita, que envolveu instituições bancárias de grande porte e impactou o setor de combustíveis no país.






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