
A recente mortandade de peixes no Rio Paraopeba, em Minas Gerais, tem gerado preocupação entre moradores, ambientalistas e autoridades locais. Desde o último fim de semana, pescadores e ribeirinhos têm registrado a morte de milhares de peixes, incluindo espécies como piranhas, pacamãs e surubins, que são fundamentais para o equilíbrio ecológico da região.
Investigação em andamento
Heleno Maia, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba, informou que mais de 4.500 peixes foram encontrados mortos nos trechos entre Betim e Esmeraldas. Equipes estão coletando amostras de água e sedimentos para análise laboratorial, a fim de identificar a causa da mortandade. Maia suspeita que a água tenha recebido algum reagente químico potente, dado o impacto observado em espécies resistentes .
Impacto ambiental e social
A mortandade afeta diretamente a fauna aquática local e levanta questões sobre a qualidade da água consumida pela população. Além disso, a pesca no Rio Paraopeba continua proibida desde o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 2019, que causou danos ambientais significativos .
Reações da comunidade e autoridades
Moradores locais expressam preocupação com a situação. Um vídeo gravado por um morador na Fazenda da Ponte, em Esmeraldas, mostra dezenas de peixes mortos boiando no leito do rio, evidenciando a gravidade do problema .
A Prefeitura de Esmeraldas, juntamente com órgãos ambientais como o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), está acompanhando a situação e buscando soluções para mitigar os impactos ambientais e sociais






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