
Em mais um capítulo do julgamento que mobiliza o país, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), formou nesta quinta-feira (11) a maioria que pode levar à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de participar de um suposto plano contra o resultado das eleições de 2022.
O placar parcial indica 3 a 1, garantindo a maioria necessária para validar a denúncia, mesmo antes da conclusão do julgamento, prevista para esta sexta-feira (12). Para a ministra, os fatos apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) não foram contestados na essência e representam uma ameaça às instituições democráticas.
Cármen Lúcia ressaltou que o caso envolve o “núcleo crucial” de ações que, segundo a PGR, teriam sido conduzidas por Bolsonaro e integrantes de seu governo, além de membros das Forças Armadas e órgãos de inteligência. A ministra afirmou que há provas consideradas contundentes de que o grupo tentou minar a alternância legítima de poder.
O julgamento tem provocado debates intensos em todo o país, com o ex-presidente negando as acusações e destacando que se encontrava nos Estados Unidos durante os eventos de 8 de janeiro de 2023. A expectativa é de que a definição das penas ocorra ainda nesta semana, com possibilidade de até 43 anos de prisão.
Para setores da sociedade que defendem a ordem democrática, o voto de Cármen Lúcia é visto como um passo firme na proteção das instituições brasileiras, reforçando que nenhum cidadão, independentemente da posição política, está acima da lei.






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