
A partir de janeiro de 2026, entra em vigor a nova tributação sobre aluguéis, prevista pela reforma tributária (Lei Complementar nº 214/2025). A medida cria dois novos impostos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que substituirão gradualmente tributos já existentes como PIS, Cofins, ISS e ICMS.
Na prática, proprietários de imóveis alugados passarão a ter novos custos, especialmente aqueles que possuem mais de três imóveis para locação ou cuja receita anual com aluguéis ultrapasse R$ 240 mil. Pessoas jurídicas também serão impactadas.
Embora o governo afirme que o objetivo é equilibrar as contas públicas e ampliar a arrecadação, especialistas do setor imobiliário alertam que a medida pode gerar um efeito cascata. O aumento da carga tributária para o proprietário tende a ser repassado ao inquilino, encarecendo os contratos de locação.
A cobrança terá período de transição entre 2026 e 2033, com alíquotas reduzidas no início. Em alguns casos, haverá redutores da base de cálculo. Locações residenciais, por exemplo, terão desconto de até 70% na base tributável, enquanto aluguéis por temporada terão redução menor. Ainda assim, estima-se que a carga final será mais pesada do que a atual.
Outro ponto central é a criação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), que integrará dados de cartórios, prefeituras e plataformas digitais para rastrear contratos de aluguel, aumentando a fiscalização e reduzindo a sonegação.
O mercado acompanha com apreensão. Enquanto o governo defende a medida como modernização do sistema tributário, proprietários e administradoras alertam que a mudança pode desestimular investimentos em imóveis e tornar o aluguel ainda mais caro para os brasileiros






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