A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) usou a tribuna, na sessão de terça-feira (16), para cobrar maior efetividade no atendimento às mulheres com mama densa na rede pública de saúde. Apesar de o exame de ressonância magnética, associado à mamografia, já estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), ela afirma que a principal barreira enfrentada é o tempo de espera.

Para a parlamentar, não basta garantir a existência do serviço; é preciso criar políticas que acelerem a fila de regulação. Nesse sentido, Baixinha defendeu a elaboração de projetos que deem agilidade ao processo e evitem que pacientes fiquem meses aguardando.

A vereadora também repudiou a circulação de informações falsas, que afirmam que apenas um município de Mato Grosso oferece esse tipo de exame. “Esse tipo de discurso é irresponsável, porque engana as pessoas. É importante lembrar que a tecnologia usada nesses exames é de alto custo e exige manutenção complexa”, pontuou.

Ela lembrou que clínicas conveniadas já prestam o serviço por meio do Estado e que a emenda apresentada pelo deputado estadual Júlio Campos (UB) tem garantido a realização dos procedimentos em Cuiabá. No entanto, ressaltou que a tabela de valores pagos pelo SUS precisa ser revista, já que o atual patamar não estimula novas parcerias com empresas privadas.

Sobre a legislação municipal, Baixinha comentou o veto do prefeito Abílio Brunini à proposta que tratava do tema. Entre as justificativas apresentadas estão o vício de iniciativa, a falta de estudo de impacto financeiro e a previsão já existente do exame em portaria do Ministério da Saúde. Apesar disso, segundo ela, o prefeito se dispôs a debater a criação de um fluxo de atendimento que traga mais clareza às mulheres sobre prevenção e tratamento.

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