
Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais e responsável pelo início da investigação do atentado contra Jair Bolsonaro em 2018, foi preso nesta quarta-feira (17) acusado de integrar uma organização criminosa voltada a crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro.
A prisão ocorreu no âmbito da “Operação Rejeito”, que apura um esquema bilionário de mineração ilegal em áreas protegidas, como a Serra do Curral, em Minas Gerais. O grupo envolvia empresários e servidores de alto escalão da Secretaria de Meio Ambiente de Minas (Semad) e da Agência Nacional de Mineração (ANM), que teriam concedido licenças fraudulentas mediante propina.
Teixeira é suspeito de ser sócio de uma das empresas do grupo criminoso. Atualmente, ele atuava na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais e havia sido nomeado para um comitê da Petrobras em 2024 pelo ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia).
Além de Teixeira, também foi preso Caio Mário Trivellato Seabra Filho, diretor da ANM. A PF identificou pagamentos de mais de R$ 3 milhões em propinas e movimentações bilionárias entre mais de 40 empresas envolvidas. Os projetos do grupo chegam a R$ 18 bilhões em valor estimado.
A Justiça Federal determinou prisões e afastamento de servidores, bloqueio de R$ 1,5 bilhão em bens e suspensão das empresas ligadas ao esquema. Segundo a PF, os crimes causaram graves danos ambientais com risco de desastres sociais e humanos. A operação teve apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Receita Federal






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