
No último ano da gestão de Emanuel Pinheiro (MDB), Cuiabá registrou a pior avaliação fiscal entre as capitais brasileiras, segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) de 2025. Com uma pontuação de 0,5237, a cidade ficou abaixo da média nacional de 0,6531, evidenciando sérias dificuldades financeiras .
A análise do IFGF revela que Cuiabá enfrentou problemas significativos em áreas essenciais para a administração pública. O indicador de liquidez obteve nota zero, indicando que o município não possuía recursos suficientes para cobrir suas despesas de curto prazo. Além disso, os gastos com pessoal atingiram 71,69% da receita corrente líquida, ultrapassando o limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal .
Esses dados refletem uma gestão fiscal caracterizada por endividamento crescente, falta de planejamento e comprometimento das finanças municipais. Em 2024, por exemplo, o município gastou R$ 472 milhões sem o devido empenho, evidenciando a ausência de controle e responsabilidade fiscal .
Esse cenário fiscal desastroso deixa um legado desafiador para a próxima gestão. O prefeito eleito Abílio Brunini (PL) enfrentará dificuldades significativas para equilibrar as contas públicas, honrar compromissos financeiros e retomar investimentos essenciais em áreas como saúde, educação e infraestrutura. A falta de recursos e o comprometimento das finanças municipais exigirão medidas rigorosas e planejamento estratégico para restaurar a saúde fiscal de Cuiabá nos próximos anos.






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