
Uma clínica de estética localizada no bairro Jardim Petrópolis foi interditada pela terceira vez, nesta segunda-feira, em uma operação conjunta da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e da Vigilância Sanitária de Cuiabá. A medida foi tomada após a constatação de graves irregularidades que colocavam em risco a saúde dos clientes.
Durante a fiscalização, foram encontrados materiais escondidos em fundos falsos de armários e gavetas, incluindo um cilindro de ozônio, equipamentos usados em procedimentos estéticos e diversos tubos com sangue de pacientes, supostamente preparados para reinjeção. Em um cômodo nos fundos da clínica, os agentes ainda apreenderam um frasco de Benzetacil e uma caixa com cem unidades do antibiótico Ceftriaxona, das quais 84 estavam lacradas. Há indícios de que a fisioterapeuta responsável aplicava esses medicamentos diretamente em pacientes prática permitida apenas a médicos.

A Vigilância Sanitária determinou a interdição total da clínica, enquanto a Decon segue com a investigação para apurar o exercício ilegal da medicina. A proprietária será intimada a prestar esclarecimentos.
Essa é a terceira interdição do estabelecimento. Em uma das fiscalizações anteriores, os agentes já haviam encontrado uma geladeira repleta de tubos de sangue de pacientes sem identificação, utilizados em procedimentos de Plasma Rico em Plaquetas (PRP). Além disso, a clínica não cumpria protocolos de biossegurança exigidos por lei.
O delegado Rogério Ferreira, da Decon, alertou para os riscos de procedimentos invasivos realizados por profissionais sem habilitação, como trombose, embolia, necrose, infecções e até a transmissão de doenças como HIV e hepatites.
As autoridades reforçam a importância de os consumidores verificarem se as clínicas de estética possuem registro atualizado junto à Vigilância Sanitária, se os profissionais são devidamente habilitados e se o local adota condições adequadas de higiene. Suspeitas de irregularidades podem ser denunciadas à Delegacia do Consumidor da Polícia Civil, pela Delegacia Digital ou pelo disque-denúncia 197, que recebe informações de forma anônima.






Deixe um comentário