O Banco Mundial anunciou nesta terça-feira a liberação antecipada de US$ 4 bilhões para a Argentina, como parte de um pacote total de US$ 12 bilhões previsto para 2025. O objetivo é apoiar as reformas estruturais propostas pelo presidente Javier Milei.

O financiamento será direcionado a setores estratégicos, incluindo mineração, energia, turismo e pequenas e médias empresas, segundo comunicado do Banco Mundial. A expectativa é fortalecer a competitividade do país e atrair investimentos privados.

A medida ocorre em meio a uma crise cambial e instabilidade nos mercados, agravadas pela recente derrota eleitoral do partido de Milei na província de Buenos Aires. Nas últimas semanas, o governo argentino precisou usar mais de US$ 1 bilhão em reservas internacionais para conter a desvalorização do peso.

Autoridades internacionais acompanham de perto a situação. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio ao governo argentino, embora tenha descartado a necessidade de um resgate direto. O Tesouro norte-americano estuda medidas como linhas de swap cambial e compras de moeda para auxiliar a Argentina.

Especialistas alertam, porém, que o sucesso do financiamento depende da implementação eficaz das reformas estruturais e da restauração da confiança dos investidores.

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