A sessão da CPI do estacionamento rotativo desta quarta-feira (24), na Câmara Municipal de Cuiabá, foi marcada por tensão e reviravoltas. A empresa CS Mobi, alvo das investigações, não compareceu para prestar esclarecimentos sobre o contrato firmado com a prefeitura, alegando “manifestações desrespeitosas” e um suposto “embate midiático” do prefeito Abílio Brunini (PL).

No meio da reunião, a sessão ganhou contornos inesperados. O vereador Dilemário Alencar (UB) identificou um funcionário da CS Mobi presente no plenário, e, em seguida, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) solicitou sua convocação imediata para depor. O movimento gerou surpresa entre os parlamentares e intensificou a pressão sobre a empresa.

A CPI foi instaurada para apurar possíveis irregularidades no contrato de 30 anos assinado ainda na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). O acordo inclui cobrança do estacionamento rotativo, revitalização de vias, instalação de mobiliário urbano e requalificação do Mercado Municipal Miguel Sutil. Atualmente, a prefeitura repassa R$ 650 mil mensais à CS Mobi.

O prefeito Abílio Brunini já declarou que pretende romper o contrato, alegando que sua continuidade pode custar até R$ 800 milhões aos cofres públicos. O relatório final da CPI deve ser apresentado até 10 de outubro, podendo trazer recomendações administrativas e judiciais.

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