
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação “Última Profecia” e desmontou uma célula de facção criminosa que atuava em Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc) com apoio de várias unidades e da Secretaria de Justiça (Sejus), cumpriu dez mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e seis de busca e apreensão.
Foram presos dois homens e duas mulheres em diferentes municípios: uma em Cuiabá, outra em Araputanga, um investigado com tornozeleira eletrônica em Pontes e Lacerda e outro também na capital. Em Várzea Grande, uma terceira mulher foi alvo de mandado de busca.
As investigações começaram em junho de 2024, após a prisão em flagrante de duas mulheres por tráfico em Cuiabá. A análise dos celulares apreendidos revelou a estrutura da facção, com divisão de funções, comunicação em códigos e logística própria para distribuir drogas.

O grupo utilizava termos como “KANK”, “BRAW”, “prensado” e “gordura” para se referir aos entorpecentes. As drogas eram enviadas por transportadoras, lacradas em embalagens comerciais para despistar a fiscalização. Os pagamentos eram realizados via PIX e o dinheiro circulava em diversas contas bancárias, dificultando o rastreamento.
Segundo o delegado Eduardo Ribeiro, a operação atingiu diretamente a espinha dorsal da facção. “Esse desmonte interfere na estrutura do grupo e deixa seu núcleo enfraquecido”, afirmou.
Além das prisões, foram apreendidos celulares, documentos e mídias digitais que agora passam por perícia. O material deve revelar novas informações e ampliar o alcance da investigação.
A Operação “Última Profecia” reforça o compromisso do Estado em enfrentar o crime organizado com inteligência e ações rápidas, mostrando que, por mais sofisticadas que sejam as facções, nenhuma está fora do alcance da lei.






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