Na última quinta-feira (25), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emocionou-se ao exaltar o colega Alexandre de Moraes como “herói” durante a despedida de Luís Roberto Barroso da presidência da Corte. Em seu discurso, Gilmar destacou o “trabalho heroico” de Moraes, especialmente em momentos de crise institucional, referindo-se ao enfrentamento da tentativa de golpe de Estado que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. A voz de Gilmar ficou embargada, e ele precisou interromper a fala para beber água, enquanto Moraes, visivelmente tocado, agradeceu ao colega. 

Para muitos observadores, essa declaração de Gilmar Mendes reforça a percepção de que o STF, sob a liderança de ministros como Moraes, tem se posicionado de forma ativa na política nacional, especialmente em momentos de tensão entre os Poderes. A exaltação de Moraes como “herói” pode ser vista como uma tentativa de legitimar ações que, para críticos, representam uma concentração de poder no Judiciário e uma interferência nas prerrogativas do Legislativo e Executivo.

Além disso, o apoio de Gilmar Mendes a Moraes não se limita a discursos institucionais. Recentemente, o decano do STF classificou como “arbitrária” a aplicação da Lei Magnitsky contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, pelo governo dos Estados Unidos. Gilmar argumentou que a sanção afronta a independência do Judiciário brasileiro e viola a soberania nacional. Ele ressaltou o papel de Moraes em enfrentar ameaças à democracia, incluindo invasões de prédios públicos e planos de assassinato contra autoridades, e afirmou que punir um magistrado por cumprir seu dever constitucional é um ataque direto às instituições republicanas. 

Essas manifestações de apoio e exaltação a Alexandre de Moraes geram preocupações entre setores da sociedade que temem o fortalecimento de um Judiciário que, em sua visão, ultrapassa os limites de sua função constitucional. A constante defesa de ações que envolvem a suspensão de atos do Executivo e do Legislativo, como a recente decisão de Moraes sobre o aumento do IOF, é interpretada por críticos como uma forma de judicialização excessiva da política, enfraquecendo a separação dos Poderes e comprometendo o equilíbrio institucional. 

Em resumo, a declaração de Gilmar Mendes sobre Alexandre de Moraes como “herói” reflete uma aliança estratégica dentro do STF que, para muitos, representa um risco à democracia, ao fortalecer um Judiciário que, em sua visão, atua além de seus limites constitucionais e interfere nas decisões dos outros Poderes.

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