
Uma operação conjunta da Receita Federal e do Ministério Público revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) mantém uma rede de 60 motéis em São Paulo, registrados em nome de laranjas, com o objetivo de lavar dinheiro oriundo de atividades ilícitas.
Os estabelecimentos, localizados principalmente na capital paulista e região metropolitana, eram usados para ocultar a origem de recursos provenientes do tráfico de drogas e outras atividades criminosas.
Segundo as investigações, os motéis eram administrados por “testas de ferro” que, por meio de contratos fictícios e movimentações financeiras fraudulentas, davam a falsa impressão de legalidade às operações. A Receita Federal identificou que os proprietários formais dos imóveis não possuíam patrimônio compatível com os rendimentos declarados, indicando a utilização de laranjas para mascarar a verdadeira propriedade e controle dos estabelecimentos.
Além disso, o Ministério Público apontou que parte dos recursos obtidos nos motéis era direcionada para o financiamento de atividades do PCC, incluindo a compra de armas e a expansão de suas operações criminosas. A operação resultou na apreensão de documentos, bloqueio de bens e na prisão de envolvidos na gestão da rede de motéis.
As autoridades destacam que a descoberta dessa rede de lavagem de dinheiro é um indicativo da sofisticação das estratégias do PCC para ocultar suas atividades ilícitas e reforçam a importância da cooperação entre os órgãos de fiscalização e segurança pública no combate ao crime organizado.






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