
Na última sexta-feira (26), o cantor MC Poze do Rodo celebrou nas redes sociais a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que revogou a prisão preventiva do rapper Oruam, preso desde julho acusado de seis crimes, incluindo tentativa de homicídio contra policiais. Poze, visivelmente emocionado, publicou um vídeo comemorando a notícia com o grito “Chamou! Chamou! Chamou!” e o emoji de cadeado aberto, simbolizando a liberdade de seu amigo.
A decisão do STJ, proferida pelo ministro Joel Ilan Paciornik, considerou que a prisão preventiva de Oruam carecia de fundamentação sólida, já que os argumentos apresentados eram genéricos e não indicavam risco de fuga ou ameaça à ordem pública. Além disso, Oruam é réu primário e se apresentou espontaneamente à Justiça.
No entanto, a celebração de Poze levanta questionamentos sobre os valores que estão sendo exaltados. Oruam, filho do traficante Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho, é conhecido por ostentar um estilo de vida ligado ao crime, com exibições de luxo e ostentação em suas redes sociais. Sua liberdade, portanto, não apenas reflete uma decisão judicial, mas também simboliza a normalização de comportamentos que deveriam ser repudiados pela sociedade.
A festa promovida por Poze em comemoração à liberdade de Oruam pode ser vista como um reflexo de uma inversão de valores, onde comportamentos criminosos e atitudes de desrespeito à lei são celebrados como conquistas. Essa situação evidencia a necessidade urgente de uma reflexão sobre os padrões que estamos estabelecendo como sociedade e a importância de reafirmar os valores que sustentam a ordem e a justiça.
Enquanto a liberdade de um indivíduo é um direito fundamental, é essencial que ela não seja confundida com a celebração de comportamentos que enfraquecem o tecido social e incentivam a perpetuação da criminalidade. A verdadeira liberdade deve estar alinhada com o respeito às leis e à construção de uma sociedade mais justa e segura para todos.






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