Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi detido nesta quarta-feira (1º) pela polícia italiana. Segundo seu advogado, Fabio Pagnozzi, Tagliaferro recebeu uma “notificação de residência”, algo que não existe no sistema legal italiano. Ele foi levado sem mandado judicial e sem permitir que sua esposa o acompanhasse .

A detenção ocorre em meio a um pedido de extradição feito pelo ministro Alexandre de Moraes, que acusa Tagliaferro de vazar mensagens internas do gabinete do TSE. Em agosto, o Ministério da Justiça brasileiro solicitou ao Itamaraty que iniciasse as tratativas com o governo italiano para a extradição do ex-assessor  .

Tagliaferro é conhecido por denunciar práticas internas do STF e TSE, incluindo alegações de perseguição política e manipulação eleitoral. Ele também revelou diálogos que sugerem que Moraes teria atuado fora dos trâmites legais, utilizando o TSE para investigar aliados de Jair Bolsonaro sem respaldo formal  .

Embora o advogado de Tagliaferro tenha afirmado que ele seria reconduzido à sua residência após a detenção, a situação permanece indefinida. A Justiça italiana avaliará o pedido de extradição e decidirá sobre a aplicação de medidas cautelares, como restrições de circulação ou prisão preventiva .

Este episódio levanta questões sobre a atuação do sistema judiciário brasileiro e o uso de mecanismos internacionais para resolver disputas políticas internas.

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