A 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada nesta terça-feira (30) em Brasília e promovida pelo governo Lula, foi marcada por um episódio de hostilidade entre grupos com posições opostas sobre identidade de gênero.

Cerca de 30 militantes transexuais, muitos ligados a ONGs que integram o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), cercaram e intimidaram representantes de entidades que se posicionam contra a pauta da identidade de gênero.

O alvo principal foi Mariele Gomes, diretora da Aliança LGB – entidade que, na última semana, anunciou rompimento com o movimento LGBTQIA+. Durante cerca de 40 segundos, militantes trans entoaram gritos de “as travestis” e “transfobia não”, enquanto apontavam os dedos para o rosto de Mariele.

A cena foi liderada por Jovanna Cardoso da Silva, conhecida como Jovanna Baby, integrante do CNDM e fundadora do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (Fonatrans).

Após o episódio, Mariele relatou ter se sentido intimidada:

“Fiquei em choque. Me senti extremamente intimidada, eu e as meninas. Mas eu já sabia que estava vindo a um congresso em que sou minoria. Sei que essa opinião não é minoria no Brasil, a maioria das pessoas concorda conosco. Mas aqui trouxeram mais pessoas alinhadas ao que o governo quer oferecer como proposta.”

O confronto só foi encerrado após a intervenção de uma mulher, que retirou Jovanna e acalmou o grupo.

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