
Cuiabá está paralisada. O trânsito nas principais avenidas da capital se transformou em um tormento diário para milhares de motoristas. Engarrafamentos que chegam a durar até três horas têm se tornado rotina em corredores estratégicos como a Avenida do CPA, a Avenida Mato Grosso e a Avenida Miguel Sutil.
O que deveria ser uma solução para a mobilidade urbana, as obras do BRT (Bus Rapid Transit) sob responsabilidade do Governo do Estado de Mato Grosso, acabou se convertendo em um dos maiores símbolos de desorganização e descaso. Falta planejamento, não há um cronograma transparente e medidas emergenciais de trânsito simplesmente não foram adotadas, transformando Cuiabá em um verdadeiro canteiro de obras interminável.
Reflexos para motoristas e comerciantes
Os prejuízos vão além da paciência perdida em filas intermináveis. De acordo com levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), as vendas no comércio das regiões afetadas caíram em média 36% e cerca de 20% dos trabalhadores foram demitidos desde o início das intervenções. Empresários relatam queda brusca no movimento e dizem que muitos clientes simplesmente evitam passar pelas áreas mais congestionadas.
Motoristas, por sua vez, desabafam sobre a perda de qualidade de vida. “É impossível sair de casa sem calcular horas a mais no trajeto. Cuiabá virou um grande engarrafamento”, relatam condutores que enfrentam diariamente os trechos mais críticos.
Cobrança política
Na Câmara Municipal, o vereador Rafael Ranalli (PL) levou a insatisfação popular e protocolou um ofício pedindo que o prefeito Abilio Brunini (PL) pressione o governador Mauro Mendes (União Brasil) a tomar medidas urgentes. Entre as sugestões apresentadas estão a abertura de cruzamentos, a criação de rotas alternativas, a adoção de turnos noturnos de trabalho e a divulgação de um cronograma detalhado das obras.

Ranalli reforçou que o cenário já ultrapassou os limites da tolerância:
“Não tem condições de o cidadão sair de casa e demorar duas ou três horas para chegar ao trabalho. O caos instalado na Avenida do CPA e em outras vias de Cuiabá é insustentável. O Governo do Estado precisa assumir a responsabilidade e dar uma resposta imediata”, declarou.
Cidade à beira do colapso
A cada dia que passa, a população sente na pele os efeitos da lentidão das obras. A Mato Grosso e a Miguel Sutil, assim como a CPA, estão saturadas, funcionando muito além de sua capacidade. Sem medidas emergenciais, especialistas alertam que Cuiabá pode entrar em colapso definitivo de mobilidade urbana, especialmente com o crescimento acelerado da frota de veículos. Já são mais de 600 mil registrados no município, segundo o Detran-MT.
Enquanto o Governo do Estado segue sem dar respostas concretas, Cuiabá permanece parada, com cidadãos exaustos e comerciantes em






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