
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (6), menos de 30 dias após assumir. Sua saída agrava a crise política que a França enfrenta há mais de um ano.
Lecornu foi nomeado pelo presidente Emmanuel Macron em 9 de setembro de 2025, após o então premiê François Bayrou perder um voto de confiança no Parlamento. No domingo (5), Lecornu anunciou um novo gabinete, mas a composição gerou críticas de aliados e opositores, sendo considerada conservadora demais. Pressionado, ele entregou sua renúncia ao presidente na manhã seguinte.
A França vive uma instabilidade política devido a um Parlamento fragmentado e sem maioria clara. Lecornu foi o quinto primeiro-ministro do governo Macron desde 2022. A renúncia também afetou os mercados financeiros: o índice CAC 40 de Paris caiu 1,5% e o euro recuou 0,7% frente ao dólar, refletindo a incerteza no país.
A oposição, incluindo o partido de ultradireita União Nacional, pede eleições parlamentares antecipadas. Analistas avaliam que Macron pode dissolver a Assembleia Nacional para tentar restaurar a estabilidade política.






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