A parceria entre órgãos municipais e estaduais já se fez visível na vistoria técnica liderada por José Afonso Portocarrero (Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano) e Suelme Fernandes (presidente da Empaer). Além do ato simbólico, mudas de ipê branco, roxo e amarelo foram plantadas no local para marcar o momento. 

Portocarrero afirmou que a instalação da estufa representa “uma nova história” para o horto e ressaltou a urgência de investimentos: “É a primeira estufa que o horto recebe, e a cidade precisa desse investimento.”  Ele também mencionou a iminente aprovação do PDAU (Plano Diretor de Arborização Urbana) como elemento que potencializa o alcance da iniciativa. 

Do lado da Empaer, Suelme Fernandes reforçou a importância da interlocução entre os governos e criticou a falta de diálogo das gestões anteriores: “São ações simples, mas que resultarão em grandes benefícios.”  Ele explicou que o novo equipamento era avaliado em cerca de R$ 400 mil, valor evitado pela doação. 

Impactos esperados e perspectivas futuras

Com a nova estufa em funcionamento, o município poderá dar importantes passos rumo ao Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), assegurando processos de produção legalizados e com qualidade sanitária.  A ideia é que o Horto Florestal, juntamente com viveiros de Empaer em Tangará da Serra e Sinop, forme uma rede produtiva estadual de mudas. 

A meta é que o Horto também se torne um núcleo de educação ambiental, aproximando a sociedade do tema e fomentando uma mudança cultural no cuidado com as áreas verdes.  Segundo Portocarrero, “o verdadeiro ar-condicionado é o plantio de árvores” uma frase que sintetiza a proposta de longuíssimo prazo para Cuiabá. 

Em síntese, trata-se de um investimento modesto em escala, mas com potencial simbólico e prático para reforçar a identidade de Cuiabá como “Cidade Verde”, além de reduzir os impactos do calor e restaurar parte da vegetação perdida ao longo da urbanização

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