
Em um feito diplomático sem precedentes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (9) que Israel e Hamas assinaram a primeira fase de um acordo de paz que põe fim à devastadora guerra em Gaza, que perdurava há mais de dois anos. A notícia foi celebrada com entusiasmo tanto em Tel Aviv quanto em Khan Younis, na Faixa de Gaza, sinalizando um novo capítulo de esperança para a região.
O que está em jogo no acordo
O acordo, mediado por Trump com o apoio de líderes do Egito, Catar e Turquia, estabelece os seguintes pontos principais:
Liberação dos reféns israelenses: Hamas compromete-se a liberar todos os 48 reféns israelenses, incluindo 20 ainda vivos, dentro de 72 horas após a assinatura do acordo.
Troca de prisioneiros: Israel libertará todas as mulheres e crianças palestinas presas, além de 250 prisioneiros de longa pena e 1.700 detidos desde o início da guerra em outubro de 2023.
Retirada das tropas israelenses: As forças de Israel se retiraram para uma linha acordada, marcando o início de uma desocupação gradual da Faixa de Gaza.
Abertura do ponto de fronteira de Rafah: O acordo prevê a reabertura do ponto de passagem com o Egito, facilitando a entrada de ajuda humanitária e o movimento de civis.
Trump: o arquiteto da paz
Em uma publicação em sua plataforma Truth Social, Trump expressou confiança na implementação do acordo, destacando que o retorno dos reféns está previsto para os próximos dias. Ele também anunciou planos de viajar ao Oriente Médio para apoiar a implementação do acordo e reforçar os compromissos assumidos pelas partes envolvidas.
Reações globais
Líderes internacionais reagiram com cauteloso otimismo. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, elogiou a liderança de Trump na mediação do acordo, embora tenha evitado endossar sua candidatura ao Prêmio Nobel da Paz. Organizações de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional e a ONU, saudaram o acordo, mas alertaram para a necessidade de ações concretas para garantir a paz duradoura e a responsabilização por abusos cometidos durante o conflito.
O futuro da paz
Embora o acordo represente um avanço significativo, desafios permanecem. A reconstrução de Gaza, a reintegração dos prisioneiros libertados e o estabelecimento de um governo transitório são questões que exigem atenção contínua. A comunidade internacional observa atentamente os próximos passos para garantir que este acordo seja o primeiro de muitos em direção a uma paz duradoura na região.






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