
Médicos chineses realizaram com sucesso o primeiro transplante de fígado de porco geneticamente modificado em um ser humano vivo. O procedimento foi realizado em maio de 2024 no Primeiro Hospital Afiliado da Universidade Médica de Anhui, na cidade de Hefei, China. Um homem de 71 anos, portador de cirrose e câncer hepático, recebeu o órgão como suporte auxiliar, sem a remoção completa do fígado humano. O paciente sobreviveu por 171 dias após a cirurgia, com o fígado suíno funcionando por mais de 30 dias antes de ser removido devido a complicações associadas à coagulação.
O órgão transplantado foi obtido de um porco miniatura Diannan geneticamente modificado, com dez alterações projetadas para reduzir o risco de rejeição e melhorar a compatibilidade com o corpo humano. Essas modificações incluíram genes humanos voltados para controlar a coagulação e a resposta imunológica. Durante o período de funcionamento, o fígado suíno foi capaz de secretar bile e proteínas funcionais, como albumina, sem causar reações alérgicas ou rejeições agudas.
Este avanço representa um marco significativo na área de xenotransplantes, que envolve o transplante de órgãos entre espécies diferentes. Embora o procedimento tenha sido bem-sucedido em termos de função hepática, as complicações associadas à coagulação ressaltam os desafios contínuos na adaptação de órgãos de porcos para uso humano. Pesquisas adicionais são necessárias para aprimorar a segurança e a eficácia desses transplantes, visando oferecer alternativas viáveis para pacientes que aguardam por órgãos humanos.






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