
O número de casos de câncer em adultos de até 50 anos no Sistema Único de Saúde (SUS) teve um aumento expressivo de 284% entre 2013 e 2024, segundo levantamento recente divulgado pelo Ministério da Saúde. O crescimento acende um alerta sobre a mudança do perfil da doença, que antes era mais comum em pessoas mais velhas, e evidencia a necessidade de atenção precoce, prevenção e políticas públicas voltadas para a saúde dos jovens adultos.
Médicos e especialistas apontam que o aumento pode ter múltiplas causas. Entre os fatores de risco estão o sedentarismo, obesidade, dieta inadequada, consumo excessivo de álcool, tabagismo e exposição a substâncias nocivas no ambiente de trabalho ou na vida cotidiana. Além disso, a ampliação do acesso a exames diagnósticos e consultas médicas nos últimos anos também pode ter contribuído para identificar casos que antes passavam despercebidos.
Os tipos de câncer que mais acometem adultos jovens incluem mama, colorretal, pulmão, pele e próstata, dependendo da faixa etária e do sexo. Especialistas ressaltam que o diagnóstico precoce é crucial, pois aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e cura. Sintomas como dor persistente, sangramentos, alterações na pele, perda de peso inexplicável ou presença de nódulos devem ser investigados imediatamente.
O aumento dos casos entre jovens adultos também destaca a necessidade de políticas de prevenção voltadas para esse grupo, como campanhas de conscientização, incentivo à prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, redução do consumo de álcool e tabaco, além do acompanhamento médico regular.
Segundo especialistas, o cenário reforça que o câncer não é mais uma doença exclusiva de pessoas idosas. “Precisamos mudar a percepção sobre a doença. Jovens adultos devem se cuidar, fazer exames de rotina e não ignorar sinais que podem parecer pequenos”, alerta um oncologista ouvido pelo levantamento.
O crescimento exponencial dos casos de câncer no SUS é um sinal de alerta sobre a urgência de ações conjuntas entre governo, profissionais de saúde e sociedade para enfrentar essa mudança epidemiológica e reduzir o impacto da doença entre a população mais jovem.






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