
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) reagiu com contundência contra declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (16), em um post nas redes sociais. Lula havia afirmado, em evento com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que “a qualidade do Congresso nunca foi tão baixo nível como agora”.
Em sua resposta, Sóstenes escreveu:
“Lave sua boca com álcool Descondenado Lula e respeite o Congresso Nacional.”
A fala ocorre em um momento de tensão política entre o Executivo e o Legislativo, com críticas mútuas elevando o tom do debate institucional. Lula, ao defender sua avaliação do Congresso, afirmou que nas próximas eleições os eleitores devem “pesquisar quem são as pessoas, quem tem compromisso com a gente” e que não se escolhe cargo apenas por aparência ou afinidade, mas por histórico e compromisso político.
Reação e implicações políticas
A resposta de Sóstenes é emblemática do acirramento verbal que marca a fase atual da política nacional. Ao empregar linguagem agressiva, o parlamentar do PL busca, por um lado, reforçar sua posição junto à base bolsonarista e conservadora; por outro, reafirmar sua defesa do “respeito” ao Congresso, cobiçado como espaço de protagonismo para partidos da base aliada.
Especialistas ouvidos comentam que essas trocas de farpas podem contribuir para uma escalada de hostilidade institucional, caso deixem de se restringir a redes sociais e migrem para embates públicos em plenários e mídia tradicional. Ainda assim, para aliados de Sóstenes, o tom direto reflete uma postura de firmeza diante de acusações contra o Legislativo.
Contexto mais amplo
A ofensiva verbal se insere em um momento de instabilidade política, em que o governo e a Câmara dos Deputados disputam narrativa e protagonismo. A declaração de Lula sobre a qualidade do Congresso já vinha sendo vista como crítica velada a parlamentares da base aliada e oposição, e o recado de Sóstenes torna explícita a resposta do PL.
Enquanto isso, a polarização política aprofunda-se, com lideranças reforçando discursos contundentes para mobilizar suas bases. No horizonte, há o risco de desgaste institucional, se os ataques pessoais superarem o debate programático.






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