A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) vive uma das piores crises de sua história recente. A estatal acumula três anos seguidos de prejuízos e vem apresentando resultados cada vez mais negativos desde o retorno do governo Lula. A combinação de má gestão, aumento de custos, interferência política e escândalos de corrupção ajuda a explicar o atual cenário.

Prejuízos em alta

Em 2023, primeiro ano do atual governo, os Correios fecharam o balanço com prejuízo de R$ 597 milhões. Apesar de uma pequena melhora em relação a 2022, quando o déficit foi de cerca de R$ 767 milhões, a empresa permaneceu no vermelho.

No entanto, em 2024 a situação se agravou: o balanço mostrou prejuízo recorde de R$ 2,6 bilhões, o maior da história recente da estatal. E o primeiro semestre de 2025 já registrou um rombo superior a R$ 4,3 bilhões, superando todo o déficit do ano anterior.

Esses números mostram que, sob o governo Lula, os Correios continuam sem rumo e acumulam perdas expressivas, apesar das promessas de reestruturação e eficiência.

Comparativo com gestões anteriores

Durante o governo Bolsonaro, os Correios chegaram a registrar lucro em 2021, o resultado positivo foi de R$ 3,7 bilhões, o melhor em 22 anos. Porém, no último ano do mandato, 2022, a estatal voltou a fechar no negativo.

Nos governos do PT anteriores, a situação já era preocupante. Entre 2012 e 2016, sob Dilma Rousseff, os Correios acumularam sucessivos prejuízos, incluindo o rombo de R$ 2,1 bilhões em 2015. Essa sequência de déficits mostra que a estatal sofre de problemas estruturais antigos, que se agravam em períodos de forte interferência política.

Causas da crise

Entre os principais motivos para os prejuízos acumulados estão:

1. Queda na arrecadação:

O envio de cartas e documentos físicos despencou nos últimos anos. Mesmo com o crescimento do comércio eletrônico, a empresa não conseguiu se adaptar plenamente à nova demanda logística.

2. Aumento de despesas:

Os gastos operacionais cresceram. O balanço de 2024 mostra que as despesas totais subiram de R$ 22,3 bilhões para R$ 24,1 bilhões em um ano. A folha de pagamento e os custos de transporte continuam pesando no orçamento.

3. Falhas de gestão e aparelhamento político:

Relatórios apontam que os Correios sofreram com indicações políticas e decisões administrativas sem critério técnico. Isso inclui contratos ineficientes e má utilização de recursos.

4. Corrupção e fraudes históricas:

O fundo de pensão dos Correios, o Postalis, foi alvo de escândalos que geraram prejuízos bilionários. A Operação Postal Off, da Polícia Federal, revelou esquemas de corrupção dentro da estatal. Esses episódios contribuíram diretamente para a crise financeira.

Contexto político

A crise atual expõe a dificuldade do governo Lula em reverter o quadro negativo. Apesar das promessas de modernização e valorização do serviço público, os números indicam falta de controle e de resultados concretos.

O cenário é semelhante ao dos governos petistas anteriores, quando os Correios também acumularam déficits expressivos. Em contraste, o período de 2020 e 2021, durante a gestão Bolsonaro, foi o único momento recente de lucro significativo.

Conclusão

Os Correios enfrentam um dos momentos mais críticos da sua história. A estatal acumula três anos de prejuízo, sendo que o maior deles ocorreu justamente sob o governo Lula. A combinação de má gestão, aumento de custos, interferência política e histórico de corrupção ameaça a sustentabilidade da empresa.

Sem uma reforma profunda na administração e uma estratégia clara para se adaptar ao mercado moderno, os Correios correm o risco de repetir o mesmo ciclo de perdas que marcou os governos do PT no passado.

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