O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, até o final do mandato, o Brasil terá o melhor resultado fiscal em 10 anos, com o resultado primário do governo sendo o melhor desde 2015. Haddad também projetou que o país alcançará o maior PIB médio dos últimos 12 anos e a menor inflação de um mandato desde o Plano Real.

No entanto, os números atuais indicam um cenário bem diferente. Até agosto de 2025, o Governo Central acumulou déficit primário de R$ 26,6 bilhões nos últimos 12 meses, enquanto o déficit acumulado no ano chegou a R$ 88 bilhões, ainda distante de qualquer superávit. As empresas estatais também permanecem no vermelho, com saldo negativo de R$ 8,3 bilhões, praticamente repetindo o valor registrado em todo o ano anterior.

Especialistas e analistas econômicos apontam que a gestão enfrenta um descontrole de gastos e que os escândalos de corrupção que marcaram o governo Lula corroem a confiança na capacidade de reverter o quadro fiscal. “Diante do déficit persistente e das dificuldades das estatais, alcançar o superávit projetado em 2026 é improvável”, alertam economistas ouvidos pela reportagem.

Enquanto Haddad tenta transmitir otimismo sobre os resultados fiscais, o PIB e a inflação, a realidade indica que os desafios são muito maiores do que o governo admite, e o país pode encerrar a gestão com um dos piores desempenhos econômicos e fiscais da história recente.

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