Em um vídeo gravado em meio a uma vala comum, o pastor nigeriano Harrison Ayintete, líder do ministério Nação da Bondade, denuncia a perseguição sistemática a cristãos em seu país. Durante o enterro coletivo de vítimas assassinadas por extremistas islâmicos, Ayintete acusa o governo de omissão e faz um apelo urgente à comunidade internacional:

“Não está havendo massacre? Não está havendo genocídio de cristãos? Olhem para esses corpos.”

Ele solicita ajuda imediata às Nações Unidas, ao Senado dos Estados Unidos e ao ex-presidente Donald Trump, denunciando o que chama de genocídio silencioso.

Mais de 50 mil mortos por professar a fé

Desde 2009, mais de 52 mil cristãos foram assassinados, e milhares de igrejas e escolas destruídas por grupos extremistas, segundo a International Society for Civil Liberties and the Rule of Law. Em 2022, mais de 5 mil cristãos foram mortos e outros 3 mil sequestrados, representando 89% dos cristãos martirizados no mundo nesse período.

A violência se concentra no Norte e no Cinturão Central da Nigéria, onde conflitos entre pastores fulanis muçulmanos e comunidades agrícolas cristãs se misturam a disputas por terra e pobreza.

Terror e impunidade

Grupos como Boko Haram e ISWAP atacam igrejas, aldeias e escolas, deixando fiéis mortos ou deslocados. A impunidade e a falta de ação do governo nigeriano agravaram a crise.

“O Estado ignora o sofrimento do povo cristão. As aldeias estão sendo apagadas do mapa”, denuncia Ayintete.

Um clamor que ecoa

A palavra genocídio é debatida entre especialistas, mas o sofrimento é real. A Nigéria é um dos países mais perigosos do mundo para cristãos, e a visibilidade internacional ainda é limitada. O vídeo do pastor é um grito de socorro que alerta o mundo: vidas estão sendo perdidas enquanto o silêncio persiste.

Veja o vídeo

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