A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta terça-feira (21) a terceira fase da Operação Código Seguro, que resultou no desmantelamento de uma das maiores redes criminosas do país voltadas a fraudes virtuais e vazamento de dados sigilosos. A ação faz parte de um esforço conjunto da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e contou com o apoio de unidades de diversos estados.

De acordo com a instituição, foram cumpridos 48 mandados judiciais, sendo sete de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão, autorizados pelo Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias de Cuiabá. As diligências ocorreram simultaneamente em Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, o que demonstra o alcance nacional do grupo criminos

Fraudes milionárias e uso de credenciais oficiais

As investigações, conduzidas pelos delegados Gustavo Godoy Alevado e Guilherme Rocha, começaram em 2023, após a descoberta de acessos indevidos a sistemas policiais por meio de credenciais funcionais vazadas. Com essas informações, os criminosos conseguiam consultar bancos de dados oficiais, o que lhes permitia obter informações pessoais e sensíveis de cidadãos para aplicar golpes de grande impacto financeiro.

Segundo a Polícia Civil, a rede também atuava na comercialização de ferramentas virtuais usadas em fraudes bancárias e clonagem de perfis em redes sociais, além de fornecer suporte técnico a outros grupos criminosos especializados em cibercrimes.

Prisões e apreensões

Durante a operação, foram apreendidos computadores, celulares, HDs e documentos que servirão para ampliar as investigações. Parte dos alvos já possui extenso histórico criminal, incluindo passagens por estelionato, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos.

Os suspeitos responderão por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, lavagem de dinheiro e corrupção de dados, crimes com penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão.

Continuidade das investigações

A Operação Código Seguro segue em andamento. A Polícia Civil informou que novas fases poderão ser deflagradas, já que as provas colhidas nesta etapa revelam novos núcleos e ramificações da quadrilha em outros estados.

“Nosso objetivo é identificar todos os envolvidos e desarticular por completo essa estrutura criminosa que vem causando prejuízo e insegurança digital à população brasileira”, afirmou o delegado Gustavo Godoy.

A operação reforça o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso com o combate ao crime organizado no ambiente virtual, setor que vem crescendo de forma acelerada nos últimos anos.

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