
Às vésperas de um encontro crucial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para o próximo domingo (26) durante a cúpula da ASEAN na Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil “não abaixou a cabeça” diante das tarifas impostas pelos EUA e que não o fará, mesmo diante da disparidade de tamanho entre os dois países. Lula classificou as medidas como uma “ofensa” ao Brasil e reiterou a postura de resistência do país.
Essas declarações geraram apreensão no Itamaraty, que teme que a retórica inflamada possa prejudicar as negociações em andamento. Recentemente, representantes dos dois países se reuniram em Washington para discutir a redução das tarifas de 50% impostas por Trump, que afetaram produtos brasileiros como carne e café. O governo brasileiro busca uma redução para 10%, enquanto os EUA sinalizam disposição para negociar, mas com cautela.
Analistas sugerem que, embora a postura firme de Lula reflita a defesa da soberania nacional, ela pode ser contraproducente ao dificultar um entendimento com os EUA, especialmente em um momento em que o Brasil busca reverter os danos econômicos causados pelas tarifas. O sucesso das negociações dependerá da capacidade de ambos os líderes de equilibrar interesses nacionais com a necessidade de cooperação bilateral.
O encontro de domingo será um teste decisivo para a diplomacia brasileira e para a estratégia econômica do governo Lula.
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