Neste domingo (26), em Kuala Lumpur, os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil se encontraram para debater temas-chave da agenda bilateral. O americano Donald Trump e o brasileiro Lula da Silva trocaram impressões no contexto da Cúpula de Líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), com foco especial nas tarifas sobre produtos brasileiros e nas perspectivas de acordos entre países. 

Desde o início da reunião, Trump deixou claro que vê espaço para negociações rápidas. Ele afirmou que “temos muito respeito pelo seu presidente e pelo Brasil” e avaliou que os dois países podem “oferecer muita coisa” e “fazer alguns bons acordos” em benefício mútuo.  Questionado sobre a redução das tarifas impostas aos produtos brasileiros, o mandatário americano evitou estabelecer condições concretas, limitando‐se a comentar: “Vamos discutir por um tempo e provavelmente chegaremos a uma conclusão muito rapidamente.” 

Outro ponto abordado no encontro foi a relação do Brasil com a China. Trump afirmou que pretende se reunir com o presidente chinês Xi Jinping “na China e nos EUA” e sugeriu que “com a China isso vai acontecer” no que diz respeito a acordos futuros. Ele ressaltou ter tido “muitas conversas com o Brasil”.  Sobre a crise na Venezuela e o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, Trump afirmou apenas que “sempre gostou dele” e que ficou “muito mal com o que aconteceu”, sem contudo apontar interesse direto em tratar o tema. 

O diálogo sinaliza uma abertura importante na diplomacia entre Washington e Brasília, numa fase em que o Brasil busca maior protagonismo internacional e os Estados Unidos avaliam com atenção as dinâmicas comerciais na América do Sul. A expectativa agora gira em torno dos próximos passos: os interlocutores citados, como o representante comercial norte‐americano Katherine Tai (ou “Jamieson Greer”, conforme citado), o secretário do Tesouro e outros, deverão aprofundar as negociações e possivelmente formalizar entendimentos que possam aliviar as tensões tarifárias e ampliar parcerias tanto no comércio quanto em temas geopolíticos.  

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