
A Caixa Econômica Federal anunciou que lançará, ainda em novembro de 2025, sua própria plataforma de apostas online, com o objetivo de diversificar suas receitas e modernizar o portfólio de serviços. O projeto, segundo a instituição, deve gerar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões em 2026.
A plataforma funcionará com apostas de quota fixa, permitindo que os usuários saibam previamente o valor do possível prêmio. Entre os nomes registrados para o serviço estão BetCaixa, MegaBet e Xbet Caixa. A implantação do sistema ficará a cargo da empresa Playtech – VS Technology, vencedora da licitação aberta pela Caixa, que integrará os canais digitais e físicos do banco.
Para garantir segurança e responsabilidade, o cadastro exigirá documentos pessoais e biometria facial. Pessoas que recebem Bolsa Família ou Benefício de Prestação Continuada (BPC) não poderão apostar, com contas sendo bloqueadas em até 72 horas após identificação. Os pagamentos serão aceitos somente por PIX, TED ou cartão, sem uso de dinheiro em espécie.
Com essa iniciativa, a Caixa espera atender à crescente demanda por plataformas de apostas, que movimentaram R$ 17,4 bilhões no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Ministério da Fazenda.
No entanto, a decisão da Caixa de entrar no mercado de apostas online levanta sérias questões éticas e sociais. Enquanto o banco estatal historicamente atua como instrumento de inclusão social e apoio à população, estimular o hábito de apostar pode agravar problemas relacionados ao vício em jogos e à saúde mental, gerando consequências graves para indivíduos e famílias. Muitos especialistas apontam que, ao priorizar o lucro, a instituição se coloca em uma posição controversa, ao invés de investir em políticas de proteção e bem-estar social.






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