
O ex-diretor de Governança do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), João Paulo Guimarães, afirmou em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que o rombo financeiro e as fraudes dentro da autarquia aumentaram significativamente nos anos de 2023 e 2024, período que corresponde à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com Guimarães, o sistema de controle interno e de auditoria do INSS apresentou falhas graves de governança, permitindo a expansão de irregularidades e de descontos indevidos em benefícios previdenciários. O ex-diretor afirmou que as falhas se tornaram mais evidentes durante a atual gestão, quando a fiscalização não conseguiu conter o avanço das fraudes.
Relatórios apresentados à CPMI apontam que a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou, em 2024, indícios de prejuízos bilionários com irregularidades em convênios e repasses envolvendo entidades conveniadas ao instituto. O montante sob suspeita, segundo os documentos, pode ultrapassar R$ 2 bilhões.
O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), responsável pelos questionamentos, destacou que as informações reforçam a necessidade de investigação sobre o aumento do rombo nos dois primeiros anos do governo Lula. Ele defende que a comissão tenha acesso a relatórios internos e registros de auditorias realizadas no período para apurar responsabilidades.
As investigações da CPMI seguem em andamento e devem ouvir outros ex-dirigentes e servidores da autarquia para esclarecer como o sistema de controle do INSS foi comprometido.
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