Um caso impressionante ocorreu em Rio Branco, Acre, quando um bebê prematuro de aproximadamente cinco meses de gestação, inicialmente declarado morto, apresentou sinais de vida durante o próprio velório. O recém-nascido havia sido dado como natimorto pela equipe médica da Maternidade Bárbara Heliodora após o parto na noite de sexta-feira (24). Segundo relatos, o corpo da criança permaneceu cerca de 12 horas em um saco plástico até que, na manhã de sábado (25), familiares ouviram o bebê chorar dentro do caixão, interrompendo o velório. 

Imediatamente, o bebê foi levado de volta à maternidade, onde permanece internado na UTI neonatal, intubado e respirando com o auxílio de aparelhos. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), o quadro clínico é delicado, mas o recém-nascido apresenta sinais vitais dentro da normalidade para a idade gestacional e está respondendo positivamente aos cuidados médicos. 

O governo do Acre determinou o afastamento imediato da equipe médica responsável pela constatação do óbito e anunciou uma investigação minuciosa sobre o caso. O Ministério Público do Acre e o Conselho Regional de Medicina do Acre também estão apurando a conduta dos profissionais envolvidos. A direção da maternidade e a Sesacre reiteraram que todos os protocolos de reanimação foram seguidos, e a investigação busca esclarecer em que momento houve eventual falha na constatação da morte. 

O laudo médico inicial apontava hipóxia intrauterina — condição em que o feto não recebe oxigênio suficiente durante a gestação como causa da morte. Segundo a família, a mãe, moradora de Pauini (AM), havia sido transferida para Rio Branco devido a complicações na gestação, já que o hospital de sua cidade não possuía estrutura adequada para casos de risco. 

Este caso levanta questões sobre os protocolos médicos e a necessidade de rigor na constatação de óbitos, especialmente em casos de prematuridade extrema.

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