
O ex-diretor de Governança do INSS, João Paulo Guimarães, confirmou ter recebido R$ 2 milhões de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso durante a Operação Sem Desconto. Segundo ele, os pagamentos foram feitos por meio das empresas de ambos: a Brasília Consultoria, de Antunes e seu filho Romeu, e a Vênus Consultoria, de propriedade de Guimarães.
Durante seu depoimento à CPMI dos Descontos, o relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) questionou se os valores configuravam vantagem indevida. Guimarães afirmou:
“Nenhuma. Eu não recebi do senhor Antônio. Eu recebi da empresa para a qual eu prestava serviço.”
Além desse montante, Guimarães teria recebido R$ 313,2 mil de Antunes entre março e maio de 2023, segundo registros apontados pela Polícia Federal.
O episódio integra o que é considerado um dos maiores escândalos do governo Lula, envolvendo fraudes em associações de aposentados e pensionistas. Reportagens do Metrópoles revelaram que as entidades arrecadaram R$ 2 bilhões em um ano, enquanto enfrentavam milhares de processos por filiações fraudulentas.
As apurações levaram à abertura de inquérito pela PF e à Operação Sem Desconto, que culminou na demissão do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.






Deixe um comentário