
O governo da Venezuela anunciou neste domingo (26) a captura de um grupo de supostos “mercenários” com vínculos à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA). As autoridades venezuelanas não revelaram o número de presos nem detalhes sobre o local ou a data exata da operação.
Segundo o regime de Nicolás Maduro, os detidos fariam parte de uma ação de desestabilização promovida a partir de águas próximas a Trinidad e Tobago. A denúncia ocorre justamente quando os Estados Unidos realizam exercícios militares conjuntos com o país caribenho, fato que Caracas classificou como uma “provocação direta”.
Em pronunciamento, o governo venezuelano afirmou que os “mercenários” planejavam criar um cenário de conflito armado para justificar uma intervenção estrangeira. “Estamos diante de uma operação de falsa bandeira”, declarou um porta-voz do regime, sugerindo que a ação teria sido articulada para incriminar a Venezuela.
Enquanto isso, o governo de Trinidad e Tobago confirmou a chegada do navio-canhoneiro americano USS Gravely, alegando que a missão tem caráter humanitário e de combate ao crime transnacional. As autoridades trinitárias reforçaram que o treinamento conjunto com os Estados Unidos visa fortalecer a segurança marítima na região.
O episódio reacende a tensão entre Caracas e Washington, que há anos trocam acusações sobre tentativas de interferência e espionagem na América Latina.






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