O ex-líder do MTST e uma das principais figuras da extrema esquerda no país, Guilherme Boulos, toma posse nesta quarta-feira (29) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto com a presença do presidente Lula, marca a entrada definitiva de um dos nomes mais radicais do campo político no núcleo do poder federal.

Em seu discurso, Boulos afirma que sua missão será “colocar o governo na rua”. Para muitos observadores, a frase simboliza a tentativa de transformar o Estado em uma extensão dos movimentos sociais e de mobilizar as bases ideológicas do governo. O novo ministro já anuncia mudanças internas e pretende ampliar a presença do Planalto junto a sindicatos e grupos de militância.

Para setores conservadores, a nomeação é um sinal claro de que o governo Lula vem cedendo espaço cada vez maior à extrema esquerda, priorizando pautas ideológicas em detrimento da gestão técnica e da responsabilidade com o país. A trajetória de Boulos, marcada por invasões de propriedades e discursos contrários à economia de mercado, levanta preocupação entre aqueles que defendem segurança jurídica, liberdade individual e respeito à propriedade privada.

Críticos avaliam que a presença de Boulos na estrutura presidencial representa o fortalecimento de um projeto político que aposta na mobilização permanente e no populismo, enquanto o país enfrenta sérios desafios econômicos e sociais. A escolha reforça a percepção de que o governo prefere o ativismo à competência e a ideologia à estabilidade institucional.

Em um momento em que o Brasil precisa de equilíbrio e seriedade, a ascensão de líderes da extrema esquerda ao centro do poder acende um alerta: o risco de o Estado ser conduzido mais pela militância do que pelo compromisso com o cidadão comum.

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