
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados solicitou nesta quarta-feira (29/10) a prisão preventiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), após a Operação Contenção, que resultou em 119 mortos, entre moradores e suspeitos de facções criminosas, tornando-se a ação policial mais letal da história do país.
O pedido, encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, alega “risco concreto à ordem pública, ao processo investigatório e possibilidade de repetição de novas chacinas”, além de criticar o uso do aparato estatal de segurança pública. O documento é assinado por parlamentares de partidos de esquerda, como PT, PSOL e PCdoB.
Para críticos, o pedido é um exagero sem precedentes, que transforma uma ação legítima de segurança pública em crime contra o governador. Cláudio Castro apenas exerceu seu dever de proteger a população e enfrentar o crime organizado, garantindo a lei e a ordem em comunidades historicamente dominadas por facções armadas.
O documento da Câmara cita indícios de execuções sumárias e violações de direitos humanos, como tiros pelas costas ou facadas, com base em relatos de moradores e organizações civis. Os deputados pedem perícia independente, inventário oficial das armas apreendidas e acompanhamento das vítimas.
No entanto, para especialistas e observadores políticos, tratar a responsabilidade do governador como passível de prisão preventiva é um verdadeiro absurdo. A medida expõe a politização extrema de uma comissão que deveria se concentrar em proteger direitos humanos, e não em transformar decisões de segurança em disputa ideológica.
Ao invés de reconhecer o esforço do governo em conter a criminalidade e proteger a população, a Câmara opta por uma ação que ameaça a estabilidade institucional e cria um perigoso precedente político.






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